CEEPA,
05 de Junho de 2013 - Colégio promove a palestra sobre o trator multifuncional
Transformax. Uma inovação à Agricultura criado na propriedade da família Forastiere,
em Engenheiro Beltrão-PR. O trator viabiliza o melhor aproveitamento de um
veículo convencional, transformando-o em uma máquina que realiza diferentes
funções.
De acordo com Paulo Forastiere, o trator engloba várias funções
que seriam desenvolvidas por diversos tratores. Entre essas funções, estão a
balança dianteira, pulverizador, calcareadoura, carreta para o transporte,
entre outras.
O Transformax, como é conhecido, foi criado
e construído para oferecer uma nova opção de maquinários super equipados, com
várias funções em um mesmo equipamento. A novidade é que o produtor pode
reaproveitar seus maquinários antigos, e em grande quantidade, transformando os
mesmos equipamentos de 5 funções em 1. Toda essa adaptação é realizada na
fazenda São Domingos, onde funciona a fábrica da família, no município de
Engenheiro Beltrão.
Os alunos aprovaram os benefícios com o
manuseamento do maquinário, a troca das funções equipadas na parte traseira do
trator. Elas são adaptadas para o operador e possibilitam fazer a sua troca
individualmente, sem necessitar do auxílio de outras pessoas. “Acredito que
essa inovação é importante por ser acessível a pequenos e médios agricultores,
pois auxilia na mão-de-obra da produção. Assim, eles crescem cada vez mais e temos
também a prevenção do êxodo rural. Acho muito importante essa reutilização da
maioria dos maquinários já existentes nas propriedades”, afirmou o aluno Paulo
de Jesus Pinto.
O Transformax é diferenciado dos outros
maquinários, e implementos agrícolas, pois não apresenta a dificuldade de se
trabalhar em terrenos declivosos. A produção, juntamente com os equipamentos
fornecidos pelo proprietário, viabiliza o preço final do produto.
O palestrante apresentou o maquinário como
um meio viável para o pequeno e médio produtor dinamizar sua lavoura com baixo
custo. A palestra, segundo a aluna Natanaely Pereira do Nascimento, “não teve
fins lucrativos, mas o objetivo de nos mostrar que é possível acrescentar
atividades extras na propriedade. Isso irá gerar um aumento de renda e de
empregos, além do benefício que é trazido ao produtor com o aproveitamento de
um maquinário já existente”.
Para o corpo docente do Colégio, a palestra
teve resultados positivos. De acordo com o professor Sergio Izelli, uma
palestra como essa serve para trazer aos alunos diferentes opções de trabalho
no setor agropecuário. “Eles poderão trabalhar, por exemplo, nesse seguimento
tanto no setor de comercialização do produto quanto no desenvolvimento de
ideias para facilitar a vida dos produtores”, disse o professor à redação de
Folha.
Diversas palestras têm sido realizadas ao longo do ano,
visando ao desenvolvimento profissional dos nossos futuros técnicos
agropecuários. Na reportagem a seguir, escrita por um aluno do 3º Ano, a FOLHA
aborda um desses momentos de importante formação para o Colégio Agrícola.
BRACHIARIA
RUZIZIENSIS
Sandro Zanella
Castelli – 3º A
No dia 28 de maio de
2013, terça-feira, os alunos dos segundos e terceiros anos assistiram a uma
palestra feita pelo Engenheiro Agrônomo Alvimar Vergílio Castelli sobre a Brachiaria ruziziensis. A palestra teve
início às 19 horas.
O assunto, que
interessou muito os alunos, foi as vantagens físicas, químicas, biológicas e
ambientais da Brachiaria como cobertura de solo, alimento para
microorganismos, pastagem para bovinos e condicionadora da melhoria da
estrutura do solo, evitando erosões.
A Brachiaria Ruziziensis, é uma planta
originária da África. Ela está relacionada com a Brachiaria Decumbens, da qual difere por ser de porte maior.
Conforme exposto na palestra, essa espécie emana odor parecido com o do capim
gordura, sendo palatáveis aos animais.
Uma característica
dela é não apresentar toxidade. Também não tolera a geada e o fogo frequente.
Cresce em vários tipos de solos, desde os mais arenosos até os argilosos, porém
requer boa drenagem e média fertilidade. É um capim ideal para competir com
plantas invasoras. Sua floração é tardia e sua inflorescência se distingue da Decumbens
porque a gluma inferior se encontra distante do resto da espigueta. As folhas
são largas, com pilosidade, e de cor verde pálida.
Alunos, professores, equipe pedagógica, direção e
funcionários. Todos reunidos em uma ação que culminou em um imenso abraço à
quadra do Colégio
Na data 29 de Maio, uma manhã de quarta feira, os alunos do Colégio se
uniram à população mundial para participar do Dia do Desafio, evento realizado
em escolas, hospitais, empresas e diversas entidades. Considerado um meio de
estimular a população a praticar o exercício físico, também serve como um empurrãozinho
para que a prática de exercícios seja mais efetiva.
Natanaelly
Pereira do Nascimento – 3º A
Todo o corpo
docente e discente do CEEPA se mobilizou em torno do dia do Desafio. Evento
promovido pelo SESC, tem repercussão mundial e todos os anos mobiliza uma
competição entre as cidades. Conforme disse o professor Amarildo Afonso, Campo
Mourão tem sempre vencido as competições ao longo dos anos, e neste ano não
será diferente.
Na quarta
aula, após o intervalo da manhã, os professores fizeram a chamada e se
dirigiram com as turmas para o campo de futebol. Lá, se encontrava a direção e
os funcionários dos diversos setores do Colégio. Primeiramente, fizeram um
alongamento, sob a orientação do professor Emerson Davi Michels, professor de
Educação Física. Em seguida, foi formada uma fila e os participantes deram três
voltas ao redor do território que compreende a quadra e o campo de futebol,
terminando com um círculo em volta do local.
Na
opinião do professor Emerson Davi Michels, o evento vem promover uma
conscientização a respeito da importância de se fazer exercícios físicos.
Segundo ele, a maioria das doenças que aflige a população nos dias atuais
poderia ser prevenida através do hábito da atividade física.
OPINIÃO
O Dia do
Desafio, relizado no mundo inteiro, serve para as pessoas praticarem
exercícios. Ficamos muito parados e – em muitos casos – até doentes, por conta
do sedentarismo. Sendo assim, o dia do desafio foi feito no Colégio para
incentivar os alunos a se exercitar. O que também é feito em empresas, escolas,
hospitais e outros ambientes.
Lucas Lira Ponte – 1º C
O Dia do Desafio
é uma atividade mundial, realizada em todos os locais aonde existe um grupo de
pessoas preocupadas com a saúde e o bem estar. Seja em uma empresa, em escolas,
e diversos locais onde há aglomeração de pessoas na última quarta feira do mês
de Maio. O intuito é fazer com que todos se movimentem. Então, podemos dizer
que o nosso dia do desafio foi muito bom.
AÇÕES MARCAM A SEMANA DE PREVENÇÃO À
VIOLÊNCIA NO CEEPA
Importantes ações voltadas à prevenção da Violência vêm sendo
realizadas no Colégio Agrícola de Campo Mourão. Entre elas, debates com os
alunos e produção de textos e cartazes despertaram a reflexão e a
conscientização sobre esse tema.
Debates- Na aula de Língua Portuguesa, o gênero debate foi utilizado como ferramenta
para introduzir o assunto da violência e motivar os alunos a dar sua opinião,
desenvolvendo a argumentação e o senso crítico. Primeiramente, foi feito um
levantamento das principais formas de violência presentes na sociedade, como
exploração sexual, violência à mulher, discriminação, racismo, bullying, entre outras. Pelas regras do
debate, cada grupo de alunos deveria escolher um dos tipos de violência e fazer
uma breve análise do mesmo, preparando uma exposição para ser feita a toda a
classe.
Para esse momento, dividiu-se as turmas em dois grupos. Cada
grupo deveria selecionar um membro para apresentar um parecer do assunto discutido
aos demais colegas. Cada apresentação foi cronometrada em dois minutos. Em
seguida, os grupos organizaram o “rebate”, ou seja, tiveram um tempo de
preparação para a réplica. Nessa parte do debate eles poderiam concordar,
discordar ou acrescentar alguma informação à exposição feita anteriormente.
Cartazes – Para marcar a semana, também foram
produzidos cartazes contendo diversos temas relacionados à violência. Por meio
da pesquisa, os alunos perceberam que a violência pode ser encontrada em
diversos setores, como no caso dos esportes, no meio ambiente, em meio aos
animais, e, é claro, sem deixar de mencionar tipos de violência encontrados do
meio familiar, como o caso da violência contra as mulheres.
Violência Sexual Contra
Crianças e Adolescentes - De acordo com o Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra
Crianças e Adolescentes, o dia 18 de Maio vem sendo promovido como o dia
Nacional da conscientização em torno desse importante tema, que afeta milhares
de crianças e adolescentes em todo o mundo, segundo dados pesquisas recentes. A
data marca um triste episódio ocorrido há cerca de 40 anos atrás. Uma criança
de 8 anos chamada Araceli Cabrera Sanches, foi
covardemente drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma
tradicional família capixaba. Ainda segundo o site do Comitê, muita gente
acompanhou o desenrolar do caso, porém sem que houvesse denuncias necessárias
para promover a prisão dos envolvidos no crime. Em 2010, foi criada a Lei 9.970,
que no seu artigo primeiro, institui o Dia 18 de Maio como o Dia Nacional de
Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infanto-juvenil. Para ter acesso a maiores informações sobre
essa data, clique aqui.
O último dia 18 de Maio marcou o dia Nacional de Combate ao Abuso
e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Neste ano, o CEEPA aproveitou
a data para promover uma semana de reflexão em torno do tema da violência em geral.
Orientados pela direção do Colégio, os professores promoveram debates nas salas
de aula, bem como a produção de textos e cartazes sobre o tema. Além de abordar
a questão da exploração sexual de crianças e adolescentes, os alunos também
foram convidados a refletir sobre quais são os tipos de violência mais
frequentes na nossa sociedade atual.
...e confira abaixo o recorte de alguns textos selecionados
na aula de Língua Portuguesa, no 1º Ano B, após o debate realizado pela turma.
Violência Psicológica - A violência psicológica é expressa por meio de
palavras ofensivas, vindas do agressor. Por meio desta violência encontram-se
casos de suicídios, pode estar presente em outros tipos como no bullyng, violência racial e outros.
Murilo Antonio Macieski
Violência verbal - Violência
verbal é algo que acontece muito dentro de casas de família do Brasil e no
mundo inteiro; são pais que maltratam seus filhos verbalmente, falam palavrões,
etc. Com isso, as crianças se sentem excluídas e tendem a se afastar de seus
pais; alguns, infelizmente, rumo as ruas e as drogas.
Matheus Bernardo de Lima
Violência contra a mulher - Muitas
mulheres, no país inteiro, sofrem de violência. Mulher, não fique quieta! Denuncie,
procure seus direitos.
José Gabriel
Violência contra idoso - Violência
contra pessoas idosas é uma falta de respeito no Brasil que é possível ver em
todos os lugares: nos ônibus, ruas e ate na sua própria casa. Por que o povo de
hoje não respeita como antes.
Darlan Alencar
Bullyng
- O
bullyng é inadmissível, nas escolas, nas ruas, e entre os familiares. Ele pode
causar problemas psicológicos e até levar a depressão profunda. O bullyng pode
passar por brincadeiras, apelidos, nas redes sócias ou até em rodinhas com
amigos; se você sofre com isso procure ajuda!
Maryana Leticia
- Bullyng é um dos piores tipos de violência porque as
palavras têm mais forças do que um soco; porque a palavra vai ficar remoendo
por dentro, por toda a vida. Então tenha consciência e não maltrate as pessoas
com palavras. Vai fazer bem para você e para a pessoa.
Erika Thomé Pink
Violência nas escolas
- É muito importante conversar e orientar os
alunos sobre a violência, pois há muita indisciplina e conflito dentro e fora da
sala de aula. Além disso, os jovens estão mais violentos a cada dia aumentando as
brigas e até mesmo os índice de mortalidade. E o que é pior: muitas vezes, por
motivos banais.
Carina P. de Oliveira
-
“Violência é algo que tem sido muito frequente. Devemos passar informações,
conscientizar pessoas que sofrem violência a denunciar os crimes cometidos.”
Amanda Rufino
- A
violência é um assunto que deve sempre ser abordado no meio escolar, pois é
nesse ambiente que acontecem vários tipos de violências. Bullyng,
descriminação, violência corporal e vários outros. Esses fatores deixam marcas
psicológicas e corporais, gerando trauma nos envolvidos.
Viviane Carla de Paula
- A violência nas escolas ocorre normalmente de duas
maneiras: verbal e física, então não deixe isso virar habito, converse com seus
pais e e professores mas não fique em violência, denuncie.
Lucas Camargo Crocolli
Racismo - O racismo ocorre quando pessoas pensam que são
melhores que as outras. Ocorrem principalmente com pessoas de outras raças. Não
deixe barato! DENUNCIE!
Welington Fernando E. Santos
Violência Virtual - A violência virtual vem se agravando
a cada segundo! Lendo um jornal,
presenciei uma situação em que um homem usava um site da internet para seduzir
meninas de nove anos para abusá-las. Quando os pais descobriam era tarde de
mais.
Matheus Simon
Violência contra crianças - Muitas famílias forçam seus filhos a trabalhar,tanto em casa quanto na rua. Eles não conseguem estudar, pois seus pais os prendem ao serviço. Além disso muitos pais batem frequentemente em seus filhos e alguns ainda cometem violência contra eles. Isso deve parar.
Vinicius Tomé Figueiredo Gomes
Escola é um lugar feito para estudar e não para brigas. Quem
gosta de briga não deve estar no colégio e sim na rua. Escola é feita para se
estudar e não brigar.
Antonio Henrique
É muito importante se falar de violência no ambiente escolar,
pois os indivíduos se dão ao luxo de uma libertinagem onde cegam-se, não
observando o respeito mutuo com os de mais. Isso esclarece a importância de se
incentivar a conscientização de alunos e professores. Estimular cada vez mais a
razão e minimizar o nosso instinto animal,alem de ensinar a convivência em
sociedade.
Um importante projeto na área de
preservação ambiental vem sendo
desenvolvido no CEEPA de Campo Mourão.
O projeto foi tema de uma entrevista coletiva, feita pelos alunos do
jornal Folha Agrícola ao professor Carlos Roberto Kramer Vieira. A entrevista
aconteceu no dia 22 de abril de 2013, na sala onde acontecem as reuniões de
preparação do jornal.
Compostagem, segundo o dicionário
Houaiss, é a “reciclagem de lixo para uso como adubo agrícola.” No refeitório
do colégio, já era comum separar o lixo orgânico do lixo reciclável. A novidade
é que está em andamento, desde o início do ano, o projeto de compostagem de
resíduos alimentares. Tais resíduos serão transformados em adubo, que será
utilizado no cultivo da horta da instituição. O projeto é iniciativa do
professor Carlos Roberto Kramer Vieira, concluinte do PDE – Projeto de
Desenvolvimento da Educação - em 2012.
Para conhecer mais detalhes dessa ação
e repassar informações à Comunidade Escolar, os alunos da redação desta Folha
Agrícola reuniram-se no dia 22 de Abril para entrevistar o professor
Roberto. Durante os trinta minutos de um
bate papo descontraído, os alunos ouviram atentamente às respostas de suas
perguntas, que haviam sido elaboradas previamente. Nesta publicação, segue o
vídeo com a entrevista na íntegra e as perguntas feitas ao professor.
Compostagem em Foco - 1ª parte da entrevista
Folha
Agrícola: Por que o senhor escolheu a compostagem como tema do projeto?
Carlos
Roberto: A ideia surgiu quando estava
no refeitório e comecei a observar os alunos jogando fora os seus restos de
comida. Percebi que isso poderia ter uma finalidade educativa. Havíamos tentado
realizar a compostagem anteriormente, porém, da maneira errada. Isso porque o
local era frequentado por animais, que descobriam e remexiam o lixo, estragando
o projeto. Desta vez, estamos utilizando uma maneira que acreditamos ser
correta. Eu levei o meu projeto para a orientadora do PDE, ela aprovou, estamos
com ele em andamento.
FA:
Quais os benefícios que a compostagem pode trazer, na sua opinião?
CR: Um dos benefícios que a compostagem pode trazer é
ter uma própria fonte de adubos
orgânicos. Da mesma forma que se utiliza os resíduos dos estercos bovinos,
podemos, também, obter o adubo a partir de vegetais decompostos. Essa matéria
orgânica será utilizada na produção de hortaliças para a horta do colégio.
Outro benefício que podemos destacar é em relação ao aterro sanitário do
município. Precisamos conscientizar a população de que todo aterro sanitário
tem uma via útil, ou seja, ele é construído para ser utilizado em um
determinado período de tempo. A reciclagem tem o poder de dar um fôlego maior
ao aterro e preservar a sua vida útil. E, por fim, é claro que queremos preservar
o nosso meio ambiente, de forma geral. Devemos ter mais cuidado para não o agredirmos da forma que está sendo
agredido. Esses são os principais benefícios que a compostagem vai nos trazer,
mas é claro que se for realizado com sucesso pode trazer muitos outros.
FA:
Professor, o que é necessário para que o projeto dê certo?
CR: Eu costumo dizer que mesmo se eu não tiver um quilo
de alimento para compostar, o projeto já terá sido um sucesso. Porque isso irá
revelar a conscientização dos alunos em combater o desperdício de alimentos.
FA:
Gostaria que o senhor nos dissesse quanto tempo e de que modo se faz a
compostagem?
CR: O tempo necessário para implantar a compostagem é de
75 à 90 dias. Para sua realização, foi construído um tanque de concreto com
depósito para o chorume (líquido de cor escura e poluente para a natureza). As
camadas do composto são intercaladas entre palha e resíduo orgânico, e a temperatura é monitorada para
que não haja danos às minhocas, que são importantes na decomposição dos
resíduos. E o local é protegido por uma cerca para evitar que os animais
domésticos entrem e possam estragar a montagem.
FA:
Professor, em relação ao PDE, como os professores repassam as informações
adquiridas no curso para os alunos?
CR: No nosso caso, as informações obtidas no período do
curso estão repassadas aos alunos por meio desse projeto. De modo geral, os
conteúdos teóricos são repassados aos professores por meio de grupos de estudo.
Atualmente, muitos professores da rede pública estadual estão realizando cursos
de formação com os professores que já concluíram o PDE. Dessa forma, é possível
trazer inovações para a educação e despertar mais o interesse dos alunos.
Compostagem em Foco - 2ª parte da entrevista
FA:
Com relação à escolha da compostagem, é uma opção sua ou do PDE? E como foi a experiência do senhor em ficar esse
tempo de um ano estudando e participando do PDE?
CR: Cada professor PDE escolhe o seu tema, juntamente
com o seu orientador. No meu caso, vi que essa temática viria a ajudar muito na
formação dos alunos, com a conscientização em torno da preservação ambiental.
Além disso, o projeto irá trazer benefícios ao Colégio, a partir do momento em
que começarmos a utilizar o adubo produzido aqui mesmo por nós. Isso irá
reduzir os custos com o plantio das hortaliças. O PDE tem um papel muito
importante na formação dos educadores. Esse projeto me proporcionou o contato
com o os principais teóricos da educação, além de poder conhecer e estudar os
grandes filósofos da humanidade. Acredito que tenha sido de grande importância
para a minha carreira profissional, tanto pelo ganho financeiro como pela
bagagem cultural.
FA:
Porque o senhor quis seguir a profissão de agrônomo? E o que o levou a se
tornar professor?
CR: Eu quis, primeiramente, ser Agrônomo. Porque tenho
muita afinidade com a terra e com as plantas. Desde pequeno, cresci na terra,
perto da lavoura, influenciado e tomado pela natureza. Como diz o ditado ''Quem
nasceu pra ser tatu, morre cavucando”. Depois de muitos anos nessa carreira,
com a oportunidade de fazer o concurso para trabalhar no Colégio Agrícola, eu
fiz as provas, passei, e comecei a dar aulas. Nunca mais parei de lecionar, e
pretendo encerrar a carreira como professor.
Alunos do internato fazem treinamento para a evacuação do Colégio.
Aprendem dicas de como proceder em caso de emergência e prevenção de incêndios
08/04/2013 -
Uma importante ação de prevenção e conscientização em torno da segurança em
casos de emergência foi feita na data de hoje no CEEPA. Os alunos do internato
participaram de uma palestra informativa sobre prevenção de incêndios e tomaram
conhecimento do Projeto Defesa Civil na escola e Brigadas Escolares. Além
disso, realizaram a simulação de um plano de evacuação do internato.
A ação foi
coordenada por Edemilson Gepiak da Cruz, profissional da educação que é responsável
pela biblioteca do Colégio. Ele participou do curso "Brigada escolar -
Defesa Civil na escola" nos dias 25 e 26 de março. O curso teve como
objetivo promover treinamentos de evacuação das escolas em casos de emergência,
como incêndios, vazamentos de gás, explosões, abalos sísmicos, entre outras
situações que o diretor da escola achar necessário.
De acordo com
Cléo Cesar Camilotto, diretor geral do Colégio Agrícola, o Programa Brigada Escolar - Defesa Civil na Escola visa
construir na rede estadual de ensino uma cultura de prevenção, com a formação
de brigadas escolares em todas as escolas, e adequar as edificações escolares
às normas de prevenção contra incêndio e pânico. “Acreditamos
que essa ação será bastante positiva e tem como principal objetivo garantir a
segurança dos nossos alunos”.
Inicialmente, os participantes assistiram a um vídeo explicativo
sobre o processo de formação de um incêndio. Conforme visto no vídeo, em menos
de três minutos uma sala de estar pode ser totalmente incendiada. Após uma
explicação geral, o palestrante explicou como seria realizado o plano de
retirada dos alunos das dependências do internato naquele momento. Também
passou um vídeo explicativo onde os alunos puderam ver pessoas de outra escola
simulando a evacuação de um estabelecimento escolar. Feitas essas explicações,
seguiu-se a entrada dos internos em seus respectivos quartos e a preparação
para a retirada, que durou cerca de 50 segundos.
Embora muitos
alunos achem inusitado realizar uma ação como essa, o bibliotecário procurou
conscientiza-los da importância e seriedade do projeto. Segundo Edemilson, "os
alunos não podem ser pegos de surpresa em uma situação de risco, portanto, o
repasse dessas informações pode fazer a diferença. Todo o cuidado é importante
para salvar vidas em um caso real de emergência".
**X**X**X**
Você sabia?
Veja, abaixo, todos os passos que devem ser tomados em um plano de
abandono de local, em caso de emergência.
**X** Todos devem levar apenas carteira, documentos e celular. Devem,
também, cruzar os braços para evitar tombar em objetos e em outras pessoas.
Alunos com braços descruzados são um sinal de que algo errado está acontecendo (por
excesso de pânico) e podem requerer uma atitude por parte dos monitores.
**X**
Para a saída das salas de aula, os professores precisam estar com
a chamada feita e devem levar o livro de chamadas junto consigo no trajeto.
Após organizar a turma, devem também colocar os alunos em fila indiana (ainda
dentro da sala de aula); permanecer na porta, mantendo contato com o
responsável pelo corredor e, após certificar-se de que todos os alunos já se
retiraram, deve fechar a porta e fazer um risco na diagonal, indicando que não
há mais ninguém na sala.
**X**
O trajeto deve ser organizado em fila e próximo às paredes.
Chegando ao ponto de encontro, as turmas devem se organizar em filas e
sentar-se. Os professores, então, devem conferir novamente se todos os alunos
estão no local. Nesse momento, qualquer alteração deve ser passada ao
responsável (diretor) para informar as equipes de resgate (bombeiros).